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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

ESTEIRA ANTI-GRAVIDADE ALTERG




O esporte sempre foi um dos motores para o avanço na medicina e todas as sub-áreas correlatas. Ganhos de performance, longevidade, recuperação de lesões, os avanços em poucos anos são assombrosos.
A tal máquina que ele usa chama-se AlterG, que o próprio fabricante alega ser uma esteira anti-gravidade que reduz os impactos sobre o corpo, permitindo uma recuperação menos dolorida e mais rápida. Utilizando um mecanismo que cria uma bolha de ar em torno do paciente, é possível reduzir o seu próprio peso a até 20% do total após a calibragem. Isso significa que uma pessoa de 80kg consegue correr de maneira que a pressão e impacto exercidos sobre seu corpo equivalem ao de uma pessoa de 16kg. Muito menos esforço, menos impacto, menos riscos de novas lesões e sem dores.
As aplicações são diversas, no vídeo demonstrativo há exemplos de uma paciente com Mal de Parkinson e um tri-atleta recuperando-se de lesão, dentre outros. Novak Djokovic, também tenista, já andou investindo em tecnologia de ponta e tratamentos revolucionários para recuperação do seu corpo após grandes esforços. Segundo as informações que circulam pelo circuito do tênis, ele utiliza uma câmara hiperbárica para se recuperar.
Para a Medicina, são máquinas incríveis que podem ajudar milhares de pacientes com deficiências diversas ou que precisam de recuperação de traumas, lesões e doenças. Para o esporte, fico em dúvida se isso não seria uma espécie de doping tecnológico, considerando que são equipamentos caríssimos e poucos atletas tem condições financeiras de adquirir uma. Os atletas de ponta, obviamente mais ricos poderão conquistar ainda mais vantagem sobre os seus adversários menos abastados financeiramente.
Para saber mais detalhes sobre o funcionamento desse equipamento, é só ir lá no site do fabricante. Segundo os próprios, trata-se de uma revolução no tratamento e recuperação de pacientes de forma mais rápida, eficaz e menos dolorosa.

domingo, 30 de dezembro de 2012

EXERCÍCIO FÍSICO NA INFÂNCIA AJUDA A COMBATER DOENÇAS




Começar a prática de atividade física ainda na infância é a melhor forma de se chegar à fase adulta senão como um esportista, ao menos uma pessoa disposta a manter hábitos de vida saudáveis.  

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a atividade física é também uma forma de exercício social, que estimula a cidadania. Algo que eventos esportivos como Olimpíadas, Copa do Mundo, entre outros, contribuem, na medida em que despertam um número maior de interessados na prática dessas atividades e nos benefícios que elas oferecem.

A literatura médica é rica em estudos que comprovam o quanto um estilo de vida ativo diminui a incidência de várias doenças crônicas. Segundo um estudo norte-americano, quando se queima em média duas mil calorias por dia são reduzidas em até 65% as chances de aparecer doenças cardiovasculares. No entanto, é preciso que isso seja feito com responsabilidade e acompanhamento médico adequado, a fim de evitar problemas decorrentes da prática incorreta. Principalmente quando se é criança.

Para a pediatra Maria Cecília Nigro Batistela, especialista em adolescência (hebiatra), de Rio Preto, além de uma avaliação clínica, o ideal é que o futuro esportista seja avaliado por um cardiologista. “Em especial se a família tiver antecedentes de cardiopatias, a fim de prevenir a ‘morte súbita’ que, eventualmente, acomete alguns atletas”, diz.

Faixa etária

A psicóloga Vanessa Cristina Bernardi, especialista em crianças, de Rio Preto, alerta para o risco quando a prática de exercícios se transforma em treinamento intenso e pressão para manutenção de baixo peso. Essas condições podem levar ao desenvolvimento de bulimia, anorexia nervosa, amenorreia e osteoporose entre atletas adolescentes.

Ela explica que determinadas práticas esportivas específicas não são recomendáveis antes de quatro a seis anos de idade. Nessa idade, é importante estimular o desenvolvimento das funções motoras, e as atividades recreativas e lúdicas, como correr, brincar, pular, chutar, arremessar, funcionam como incentivo para a socialização.

Por outro lado, Vanessa observa que a partir dos seis anos a maioria das crianças já apresenta prontidão para o aprimoramento psicomotor, portanto, é o momento de iniciar o aprendizado básico de atividades esportivas individuais e coletivas. ”A escolha e o treinamento específico de um esporte deve se iniciar a partir dos dez anos, levando em consideração o interesse e a decisão pessoal da criança, as diferenciações de estatura, maturidade sexual, limites físicos e emocionais e as habilidades individuais. E a participação em competições deve iniciar a partir dos 12 a 14 anos de idade”, afirma.

Jovens mais sedentários

Uma pesquisa feita no Rio de Janeiro aponta para o fato de que cerca de 90 a 95% dos adolescentes estão sedentários. Isso porque, nesta fase, muitos estão mais interessados em tecnologia, ou seja, em ficar no computador, videogame ou TV. Somado a isso, também se identifica a falta de estímulo às práticas esportivas pelas escolas e familiares. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, já se constata que o incentivo à prática esportiva tem causado a diminuição do uso de drogas e a gravidez na adolescência.

A hebiatra (pediatra especializada em adolescentes) Maria Cecília Nigro Batistela, de Rio Preto, observa que, nesta fase, em decorrência da “crise da adolescência”, geralmente os jovens abandonam as atividades físicas e perdem a coordenação motora. “Mas também há casos de uma cobrança individual, dos pais e social por desempenho, levando a um excesso de treino com consequentes lesões e estresse. São contraindicados para menores de 16 anos o boxe, levantamento de peso olímpico e fisiculturismo”, diz Maria Cecím.



fonte: 
 http://www.educacaofisica.com.br/index.php/escola/canais-escola/crescimento-desenvolvimento/24492-exercicio-fisico-na-infancia-ajuda-a-combater-doencas

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

CUIDADOS COM AS PRÁTICAS ESPORTIVAS EM DIAS DE CALOR INTENSO





Para que os dias quentes não se tornem um problema, é bom ficar atento a alguns cuidados. 

O período de calor intenso muitas vezes é acompanhado pela preocupação com a umidade relativa do ar, principalmente quando esta fica inferior a 30%. Combinados, os fatores meteorológicos refletem significativamente sobre o bem estar e a saúde do corpo. E para que os dias quentes não se tornem um problema, é bom ficar atento a alguns cuidados, principalmente durante a prática de atividades físicas.

Para continuar com os treinos mesmo com a temperatura elevada o gerente da rede de academias Fit Premium, em Curitiba, Marcelo Teixeira alerta para a necessidade de alguns cuidados como roupas adequadas, boa alimentação e hidratação. “O ideal é procurar se exercitar nos horários de temperatura mais agradável como de manhã (antes das 10h), final de tarde (após as 17h) ou à noite”. Além disso, ele destaca que com a maior exposição ao sol e ao calor, nosso corpo tende a perder mais água. Fazendo exercícios físicos, o quadro piora e aumenta a possibilidade de desidratação. “É muito importante manter o corpo hidratado com água ou isotônico. Quem transpira muito pode apostar no segundo depois de uma hora de atividades, mas de qualquer maneira com a prática é indicado um consumo superior a 2 litros de líquido por dia”, explica Teixeira.

Ele ainda comenta que muitas pessoas desconhecem a hipertermia, que pode ser causada pela exposição excessiva ao sol, e traz prejuízos a saúde. ”Caracterizada pelo aumento da temperatura corporal, superior a 40ºC, a melhor maneira de evitar este problema durante os exercícios é usar roupas leves que ajudam na liberação do suor, além de abusar do uso de bonés e do protetor solar”, conta o gerente. Outro fator importante é a atenção com o ambiente no qual será realizada a prática esportiva, pois espaços fechados devem ser bem arejados, seja com ventiladores ou ar condicionado. “Mas engana-se quem pensa que o problema não ocorre em corridas no parque, por exemplo, com o calor é necessário redobrar a atenção com os limites do corpo”, orienta Teixeira.

E apesar de não sentir fome em muitos momentos, quando a temperatura está elevada, o ideal é apostar em frutas e saladas, mas não ficar sem a alimentação adequada para praticar exercícios. ”Com estes cuidados básicos é possível aproveitar o calor para adquirir o hábito de fazer atividades físicas e assim manter o peso ou mesmo investir no gasto calórico”, finaliza.

fonte; http://www.educacaofisica.com.br/index.php/esportes/canais-esportes/outras-modalidades/24386-cuidados-com-as-praticas-esportivas-em-dias-de-calor-intenso

domingo, 2 de dezembro de 2012

SETOR EM CONSTANTE EXPANSÃO, MERCADO FITNESS CRESCE 52% EM TRÊS ANOS



Com a chegada do verão o desejo de manter o corpo em forma agita um mercado que cresce a cada vez mais no país, o setor de esporte e saúde. 

Entrar numa academia para malhar por saúde ou por estética é algo que os brasileiros vem adotando cada vez no dia a dia, as salas cheias apontam que o Brasil já é o segundo no mundo em número de academias.

Hoje o país conta com 26.700 academias de ginásticas, dados referentes uma pesquisa realizada pela Central Mailing List, empresa especialista em fornecer banco de dados.

Entre os meses de novembro a março a quantidade de matrículas e a presença dos alunos nas academias de ginástica costumam aumentar significativamente, o que desperta interesse dos empresários em investir no mercado fitness, um mercado que está cada vez mais aquecido, o crescimento fez do Brasil o segundo país do ranking mundial em números de academias, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e à frente de países como Itália, Coreia do Sul, Alemanha e Canadá.

Em três anos entre 2009 e 2011, a terceira maior metrópole do mundo, aumentou o número para 2737 academias, representando 29,88% no mercado fitness do país. Atrás de São Paulo, vem Minas Gerais com 970, depois o Rio de Janeiro com 967, Rio Grande do Sul com 644 e Bahia com 570 academias em todo o estado.

O estudo mostra também, que a região norte é a que menos investe no setor, os estados como Acre, Amapá e Roraima representam apenas 0,47% da estatística. Os estados que vem crescendo repentinamente são os estados do Paraná e Santa Catarina, onde o Paraná já conta com 1609 academias representando 6% do setor e Santa Catarina que possuí em todo o estado 1220 estabelecimentos totalizando 4% no mercado fitness do país.

O mercado brasileiro está contando com uma grande variedade de redes de academias, o que faz aquecer os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com esse crescimento, outros estados já estão à vista dos empresários.

O aumento da procura por academias gera competição no mercado de trabalho, o que faz gerar uma rápida expansão no setor, oferecendo assim, oportunidades para empresários de grandes redes e também para empreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Vele ressaltar que uma boa administração evita causar uma quebradeira geral, por falhas na gestão do empreendimento.


fonte: 
http://www.educacaofisica.com.br/index.php/gestao/canais-gestao/academias/24274-setor-em-constante-expansao-mercado-fitness-cresce-52-em-tres-anos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O ANALFABETISMO MOTOR AMEAÇA NOSSAS CRIANÇAS

A inatividade motora das crianças hoje em dia é cada vez maior, a exemplo do que acontece com o mundo adulto. O sedentarismo dos adultos tem levado grande número de crianças ao mesmo vício, o da imobilidade. Podemos perguntar, quantas crianças sabem subir em árvores hoje em dia? E também responder: um número bem menor do que há anos atrás, com toda certeza.

O mundo moderno tem levado ao que chamamos de analfabetismo motor. E onde é que podemos detectar esse fato? No dia-a-dia de nossas crianças que, a cada novo ano, reduzem o tempo livre e as opções de atividades lúdicas livres. São inúmeros os fatores que levam a esse abandono, que vão desde a insegurança em se deixar as crianças livres nas ruas, como em tempos passados, até as exigências intelectuais que se tem no mundo moderno.

Hoje, exige-se muito mais das crianças no processo educacional do que tempos anteriores. As obrigações com a escola e os seus afazeres cresceram muito. Além dessas obrigações da escola formal, elas têm que dispor de tempo para o curso de línguas, o reforço em matérias específicas, o curso de música e para tantas outras atividades. Com isso, aquele tempo livre acaba sendo reduzido a um pequeno final de tarde, onde poucas ações motoras livres podem ser executadas, treinadas naturalmente e vivenciadas em sua plenitude lúdica.



Nossas crianças já não possuem, em sua grande maioria, a chance de fazer aquelas guerras de barro, brincar de salva, rodar o peão, soltar pipas, jogar futebol descalço na terra, jogar burquinha, pular corda e tantas outras atividades que contribuem para o enriquecimento do mundo motor. Entretanto, sabem muito bem navegar na internet, as músicas das Chiquititas, as palhaçadas do Faustão, da Angélica e tantas outras coisas que nem imaginávamos quando crianças. Claro, é uma outra época, um outro momento, outros interesses e outras necessidades.

Nossas crianças não podem e nem devem ser como fomos. Elas devem ser como são e no seu momento histórico. O que não podemos aceitar é o fato de estarmos contribuindo como algo que sabidamente irá prejudicá-las em futuro próximo. Não é preciso bola de cristal para saber se essa inatividade a que estamos forçando as crianças de hoje, será prejudicial. Uma criança que não tem a chance de vivências positivas e enriquecedoras no mundo motor terá suas chances futuras, dentro desse domínio, substancialmente limitadas. 

E onde é que esse processo pode ser revertido? Sem sombra de dúvidas, na escola. Mais especificamente nas aulas de Educação Física. Entretanto, esse espaço formativo está cada vez mais limitado também na escola. Das três aulas que as crianças tinham, passaram a ter duas e, em alguns casos, uma aula semanal. No segundo grau, existe a perspectiva de que venha a ser extinta para a terceira série.

A Educação Física Escolar ainda é uma das atrações da escola para as crianças. Com essa redução, além de se estar prejudicando o desenvolvimento normal de nossas crianças, está-se tornando a escola um local de referência triste e desmotivante. Não que as demais disciplinas sejam assim, mas se fazem dessa forma. Basta realizar uma pequena entrevista e verificar o quanto as crianças valorizam esse momento de atividade motora e de formação social.

Porém, e infelizmente, por uma série de fatores que vão desde o econômico até a ausência de projetos pedagógicos sérios e comprometidos com o desenvolvimento integral de nossas crianças, jovens e adolescentes, esse espaço pedagógico da Educação Física tem sido reduzido ano a ano. Existe aqui uma falta de consistência acadêmica do profissional da área, assim como uma resistência das direções em exigir projetos que se justifiquem pedagogicamente objetivando oportunizar aos alunos esses momentos prazerosos e formativos.

Com isso, nossas crianças acabam sofrendo com uma formação que promete ser deficitária e incompleta, pois serão consideradas e formadas nos aspectos cognitivo e afetivo. O aspecto motor fica a critério das condições dos pais em pagar uma academia ou um personal trainer. Para o futuro fica a critério dos pais contratar um fisioterapeuta para trabalhar desvios posturais e outros problemas advindos da inatividade motora.

A Educação Física Escolar deveria estar no roteiro de exigências dos pais em relação às escolas que escolhem para os filhos. Essa disciplina deveria possuir a condição de obrigatoriedade por parte dos pais e não por força de Lei. Ela é componente curricular para o ensino básico (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). Porém, a carga horária a ser destinada é dependente do projeto pedagógico das escolas individualmente.

Se depender da vontade política e/ou do interesse governamental, podemos esquecer. O domínio motor e a condição física já não se enquadram mais nas necessidades governamentais. Hoje o que manda é a capacidade cognitiva e a condição de domínios motores mínimos (apertar botões). Essa visão burocrática ignora que a inatividade motora contribui com o aumento de freqüentadores dos postos de saúde e, conseqüentemente, com os gastos em saúde. O que vale é o momento econômico e não o momento do povo, do social e da condição de vida saudável.

Nessa constatação, podemos perguntar, como trabalhar o cérebro e negar o corpo? Essa incoerência tem que ser banida. Nós somos corpo, mente e espírito. Não somos apenas corpo, não somos apenas mente e nem tampouco somente espírito. Em momentos estanques até podemos considerá-los separadamente a fim de uma melhor otimização de tarefas específicas, mas não no todo. Somos unos e, portanto, devemos considerar nossas formações também em seu todo.

Chamo a atenção justamente para essa preocupação que os pais devem ter em relação às escolas que escolhem para seus filhos: a necessidade premente de exigirem que se ofereçam nas escolas oportunidades de trabalho e formação motora através da disciplina de Educação Física. Com essa pequena preocupação poderemos contribuir com a minimização do analfabetismo motor de nossas crianças, jovens e adolescentes.



FONTE   http://www.confef.org.br/extra/revistaef/show.asp?id=3594